quinta-feira, 28 de agosto de 2014

De volta a Londres

Lá voltámos a visitar a cidade onde tudo começou. Foram 9 horas de viagem (porta a porta) à ida e outras tantas à vinda, para só estarmos lá 3 dias inteiros. Em cada dia, passámos mais tempo em transportes do que com os amigos que íamos visitar, sempre mais de 1 hora entre uma paragem e a seguinte, subir e descer as escadas do metro com o carrinho de bebé (ou, em alternativa, percursos intermináveis de autocarro), sempre a chegar a casa depois da meia-noite - uma canseira, portanto. Os bilhetes já não tinham sido baratos, depois tive de pagar outro tanto para alterar o voo de regresso (para não falhar uma oportunidade única que entretanto surgiu), e lá gastámos outro tanto - isto sem pagar alojamento, nem táxis, nem um único souvenir, nem praticamente comer fora. Londres é cara, ponto.
Mas se perguntam que valeu a pena, claro que valeu!
Baptismo de voo do Manel
Em primeiro lugar, o facto de termos ido os quatro e de, simbolicamente, ter sido a primeira viagem ao estrangeiro do Manel (embora ele nunca se vá lembrar). A Luísa já aproveitou melhor os programas, achou o máximo andar em todos os transportes, brincou com miúdos e graúdos. À chegada, quando lhe dissemos "aqui as pessoas falam inglês", ela respondeu-nos: "isto vai ser divertido!" E às vezes tentava fazer sons parecidos, a fingir que falava a língua.
 
Em segundo lugar, Londres é Londres. Por muito que não seja novidade para quem lá morou, por muito que não tenhamos posto o pé em nenhum dos principais pontos turísticos (confesso que foi estranho ir a Londres sem ver Trafalgar Square, Piccadilly Circus ou o mercado de Camden), por muito que o excesso de gente (quase sempre feia e antipática, permitam-me a sinceridade) em todo o lado canse, Londres tem sempre algo de monumental, de cosmopolita e de relaxado que me fascina. Cruzar uma ponte com vista para o Parlamento ou para os mais modernos arranha-céus, ver a cada esquina gente de todas as raças e feitios, e cada um poder andar como lhe apetecer sem que ninguém estranhe, são coisas de que tenho saudades. Disso e da variedade de "produtos étnicos" nos supermercados.
Brinde em casa da Nayan
Depois, o reencontro com a Nayan e o seu mundo familiar. Foi ela que nos convenceu a ir, com o atractivo extra de estarmos também com o seu queridíssimo pai. No seu novo apartamento, um 12º andar com vista magnífica sobre toda a cidade, tivemos um serão espectacular e pusemos a conversa em dia. A dado momento, estávamos a comer iguarias indianas, ao som de António Zambujo e Ana Moura, a Luisinha a saltar de colo em colo - foi perfeito.
 
Foi também ocasião para outros bons reencontros. Com o Rui e a Maria João, com quem estamos mais vezes, foi especial partilhar os seus preparativos para o grande momento que aí vem. Com a minha antiga chefe Sue e com as antigas colegas da Maria no King's College Hospital. E com o meu amigo Braulio, com cuja filha Emilia a Luisinha se fartou de brincar. Infelizmente não deu para estarmos com metade das pessoas que gostaríamos, mas já sabíamos que ia ser apertado para mais.
Brunch de domingo em Chiswick
Last but not least, os nossos anfitriões, Teté e João, trataram-nos muito bem! Depois de termos estado juntos um mês antes, no seu casamento, fomos das primeiras visitas na sua simpática casa nova e foi bom ver como estão felizes e, no meio da correria que foram estes dias, podermos sentir-nos em casa em sua casa. Muito obrigado aos dois!
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