terça-feira, 3 de setembro de 2013

Quando for grande quero ser como eles


Voltemos ao baú da memória... 
No final de 2001, o ano em que entrei para o MSV, fui ao Algarve fazer uma visita (a última) ao Pe. Roger, figura que em tão pouco tempo de convívio me marcou para a vida, e que estava muito doente na altura. Juntámos um grupo, fomos e viemos na mesma noite, no carro da Teresa, que também tinha feito parte do grupo de voluntários que mensalmente visitava Vaqueiros e Martim Longo.
Dias depois, num jantar de Natal, fiquei sentado frente à Teresa e ao seu namorado João (à data crítico de cinema do DN, se não me engano) e na altura da troca de presentes calhou-me em sorte um CD dos Lighthouse Family que o João sabiamente tinha "reciclado".
Creio que foram as duas vezes que nos cruzámos "em solteiros".

Algures em 2007, numa festa em casa dos meus cunhados em Londres, um dos expatriados conta que o seu flatmate (João Cepeda) ia voltar para Portugal para lançar a TimeOut Lisboa. Regressado também eu à pátria, torno-me fiel seguidor da revista e reparo que o João Miguel Tavares era o director-adjunto.

Verão de 2011. Por ter achado graça ao título e por saber que gosto de crónicas, a Maria ofereceu-me o livro Os Homens Precisam de Mimo, onde o João faz as suas "queixinhas sobre a vida doméstica" na perspectiva do homem-pai. Eu só estava casado há 1 ano e a Luisinha estava para nascer, mas o humor das crónicas e a forma aberta e descomplexada de abordar a vida familiar conquistaram-me e vi que tínhamos muitas coisas em comum. Descobri também que éramos vizinhos em Entrecampos. Um ano mais tarde, quando a Luisinha entrou para o infantário, percebi (pelo blogue Pais de Quatro) que era o mesmo infantário onde tinham passado todos os filhos deles, e que os mais velhos andavam agora na escola primária onde queremos que a Luisinha venha a andar. A juntar a tudo isto: a Teresa é médica, a Maria é enfermeira; o João é jornalista, eu quis (quero?) ser (sou?).

Apesar das afinidades e caminhos paralelos, temos uma diferença de meia dúzia de anos, 3 filhos e milhares de leitores, por isso digo (a brincar, entenda-se) que quando for grande quero ser como eles. Se não chegarmos a Pais de Quatro, que talvez seja pedir muito, que nos fiquemos pelos três. Se eu nunca chegar a viver da escrita (e certamente que nunca farei parte de um Governo Sombra), já ficarei contente por manter este tipo de tribuna, porque me revejo totalmente neste post do João em que diz "não gosto de cortinas pela mesma razão de que gosto de escrever sobre a minha família neste blogue: a banalidade da existência sempre me atraiu e a sua partilha é enriquecedora para os outros e para nós".

Hoje, primeiro dia de aulas no nosso infantário, quando eu saía depois de deixar a Luisinha (que se portou à altura e não fez grande fita, diga-se), lá estavam eles a deixar os filhos número 3 e 4. A mais nova, que entrou para a sala onde a Luisinha esteve até Julho, também fez anos na sexta-feira e fez centenas de quilómetros para poder festejar com a família toda. Até nisto...
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