domingo, 17 de novembro de 2013

Não há longe nem distância

- Badajoz fica muito longe de Lisboa? - perguntou-me há umas semanas o Roberto. 
Vivemos juntos numa residência de estudantes em Londres, e com o Eduardo (chileno), a Catalina e o Juan (ambos colombianos) construímos uma forte amizade. O grupo nasceu num fim-de-semana em Paris, e juntos fomos a um concerto dos U2 em Cardiff, depois vieram todos a Lisboa; já com cada um para seu lado, reencontrámo-nos na Colômbia (2006), no Rio de Janeiro (2007), na Guatemala (2009), de novo na Colômbia (2010) e pela última vez no nosso casamento, cá em Lisboa. Já não nos víamos, portanto, há 3 anos, muito por causa das 6 meninas (sim, todos tivemos meninas!) que nos nasceram entretanto, embora mantenhamos uma regular troca de novidades e fotografias entre todos via WhatsApp.
Paris 2005
Costa da Caparica 2005
Colômbia 2006
Fim-de-ano no Rio de Janeiro 2007
Guatemala 2009
Colômbia 2010
Nosso casamento, 31 Julho 2010

Expliquei-lhe que Badajoz ficava a 2 horas de Lisboa e que obviamente que iria lá ter com ele, mesmo que só por um serão. Ele vinha em viagem de trabalho e era uma oportunidade imperdível para nos vermos. A Maria alinhou logo na ideia, mesmo trabalhando às 8h da manhã seguinte, e combinámos que a Luisinha dormiria essa noite nos avós.
No próprio dia, o Roberto percebeu que não era bem Badajoz onde estava, mas sim Trujillo, 150kms mais distante, e receou que isso pudesse frustrar o nosso encontro. Claro que não! Apanhei a Maria no hospital às 4 da tarde, fizemos 380kms até Trujillo e às nove espanholas estávamos sentados com o Roberto numa mesa de tapas, a pôr a conversa em dia. Lá para a meia-noite fomos deixar a Maria ao quarto (que entretanto tínhamos achado sensato reservar) e voltei com o Roberto para um bar, porque ainda havia muita conversa para desfiar e havia que aproveitar todo o tempo possível. Só saímos de lá quando o bar fechou e despedimo-nos com o plano (bem possível) de um novo encontro geral em 2014.


Dormi das 2h às 5h, arranjámo-nos à pressa e fizemos os 380kms de regresso, a toda a bisga e com a preciosa ajuda do Red Bull - nunca me falha nestas situações! - e do câmbio horário favorável. Às 8 da matina estava a deixar a Maria no hospital, para depois ir levar a Luisinha ao infantário e ir trabalhar.

Todo o esforço valeu mais do que a pena para matar saudades deste amigo. E, para terminar com melosas citações de Mafalda Veiga e Olavo Bilac, longe é sempre um lugar dentro de mim; havendo vontade, do longe se faz bem mais perto!
Enviar um comentário