Natal 2023 nos Fernandes & Albinos
Partimos à pressa A1 acima, e mesmo assim somos os últimos. Lanche com 46 pessoas - pais, irmãos, sobrinhos, pais dos cunhados, avó, tia e primos em vários graus. Vidas novas a conhecer e outra quase a chegar. Ao calor humano junta-se o calor mecânico, decibéis e graus em alta. Queijos, bolos, uma tradição de pão com chouriço. O primo G encarna o Pai Natal e traz presentes aos sub15. Anuncia-se em seguida o "Inimigo Secreto", previamente sorteado entre os adultos. Tudo despachado com eficiência em minutos. Sai um terço dos convivas para outros jantares. Vem o bacalhau volante, que já encontra pouco espaço nas barrigas. A Avó trouxe um cancioneiro, junta-se um coro animado e eu tento acompanhar na viola. Entre os presentes que nos oferece, vem um mini-envelope com citações do Papa copiadas à mão (bless her!). Saímos para a Missa do Galo. Estão 5°C e cheira a lareira em Pontével. Gloria in excelsis Deo. JP faz piscinas na coxia, Zé faz a sua birra, os dois adormecerão no regresso. Os mais velhos ficam a dormir com os primos. Os sapatos dormem à lareira.
Acordamos já só as três gerações desta casa, o Manel é sempre o primeiro dos nossos. Riem-se de eu comer rabanadas ao pequeno-almoço. Quando os miúdos esgotam a paciência, vamos abrir os presentes - dos Pais e dos três irmãos para cada um. Tudo despachado com eficiência em minutos, ninguém sabe o que o do lado recebeu - tirando as camisolas do Sporting, que geram comoção na rapaziada. Mais demorada é a construção de Legos na mesa de jantar, até ser preciso prepará-la para o almoço. Arrumamos as malas, enquanto os incansáveis anfitriões fazem desaparecer os vestígios de algazarra. Carregamos o carro e partimos para Lisboa, às primeiras garfadas do almoço de quem fica.
Todos os anos é assim. Todos os anos é muito bom.
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