Manhã cedo, pus-me a caminho da Costa. Na rádio, Buba e Tinoco cantavam "O Verão, que todos os anos fica mais pequeno", a música sobre o tempo que encurta e as distâncias que esticam quando crescemos.
Poucas horas antes, tinha entrado nos 43 à saída do concerto de Zambujo e Araújo - a que assisti, curiosamente, mesmo atrás da Bárbara. E agora fazia uma corrida de 43 minutos, 7 kms, à beira do meu mar da infância e de sempre. Com direito a mergulho retemperador.
Doces feitos e agradecida a vida a Quem ma deu, casa cheia - e fervente, porque afinal o Verão todos os anos fica maior - para almoçar com quem me acompanha desde sempre, ou desde que ganhei uma nova família.
Não houve forças para acabar o dia em Alvalade, mas sobra a vontade de não ficar "demasiado crescido" e de continuar teimosamente a esticar o tempo para encurtar distâncias. Porque nenhum homem (ou família) é uma ilha.
E das mensagens de parabéns - obrigado! - saiu mais uma mão cheia de promessas genuínas de encontros.
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