Uma cidade de que tanto tinha ouvido falar nos últimos anos, sobretudo na perspectiva dos planos de regeneração urbana (na sequência dos Jogos Olímpicos de 1992) que a transformaram num das cidades mais apetecíveis da Europa, meca para arquitectos e designers. E foi entre arquitectos e designers portugueses que passei a noite de sábado, no boémio bairro de Raval.
Como já esperava (mas ainda assim me supreendeu), o que mais gostei na cidade foi a obra de Gaudi, por muitos chamado o "arquitecto de Deus". Sempre me impressionou como um artista é capaz de olhar para uma ideia comum (uma casa, uma igreja, tal como uma música) e ser capaz de inventar algo completamente diferente. E no caso de Gaudi, esconder as arestas da construção em formas arredondadas, traduzir a natureza em ferro e pedra, seduzir os sentidos com as cores alegres dos mosaicos.

Nesta fase de maior procura do que quero a vários níveis, voltei de Barcelona com uma dose reforçada de dois ingredientes fundamentais: alegria e esperança. Gaudium et spes.