A voz poderosa de Dolores O'Riordan no concerto desta noite no Campo Pequeno. O público, quase todo pela minha idade, cantou em coro grandes êxitos como Zombie, Ode To My Family, Linger e Dreams (set list completa). Senti-me de volta aos 14 anos, de All Stars e polos Amarras, na escola C+S da Costa...
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
P365 - 061
Dia de gravação na Renascença, com um novo locutor a apresentar o Luso Fonias - entrou José Manuel Monteiro para o lugar de Cristina Abranches de Almeida. O programa desta semana é sobre mulheres e desenvolvimento e a convidada foi Teresinha Tavares, do Graal.
segunda-feira, 1 de março de 2010
P365 - 060
Dia para a equipa FEC sair do seu habitat normal e organizar o que vai fazer este ano. Com base no plano estratégico para os próximos 5 anos, e escolhidas as prioridades para cada departamento, fizemos o nosso calendário para 2010.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
P365 - 058
Um dos espaços mais bonitos de Lisboa, e bem central, o renovado Campo Pequeno tem boas opções de fast food (para pelintras como eu) e o cinema com menos fila ao sábado da cidade. Hoje foi dia de Precious, um filme bem pesado, sobre problemas bem reais e com excelentes interpretações das actrizes Mo'Nique e Gabourey Sidibe. Vão ver.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
P365 - 057
Sempre bom encontrar uma tasquinha com grelhados a 5€ - no nosso caso, açorda de gambas. Também havia na lista "cordon BELU"...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
P365 - 053
Conheci o Pe. Abel Bandeira no Pragal, onde ele fundou uma comunidade de jesuítas nos bairros sociais. Ao longo destes anos o MSV tem lá dado algum apoio e o meu Pai também já lá deu explicações, por isso eu fui passando por lá e sempre me senti próximo dele. Tenho grande admiração pela sua simplicidade - lembro-me de o ver de viola no altar, a puxar por uma comunidade onde toda a gente canta (coisa rara) - e confio na sua capacidade de orientação - julgo que tem bastante responsabilidade na lapidação da vocação de dois grandes amigos meus.
Com todas estas boas referências, fico muito contente por o ter, desde hoje, como orientador espiritual - alguém com quem me encontro mensalmente para falar da vida e da Fé, e para ser orientado. Começa aqui um trabalho a três: eu, ele e Ele.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
P365 - 052
Em pleno jardim do Palácio de Cristal, num palco que por lá há, a Leonor Melo - anfitriã deste fim-de-semana no Porto - brindou-nos com um excerto d'As Bodas de Fígaro.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
P365 - 051
Quando achamos que já conhecemos tudo, a vida (neste caso, o Porto) surpreende-nos sempre. À milésima visita àquela cidade, fui finalmente ao muito recomendado bar Boteko, onde todos os sábados à tarde há uma sessão de fado vadio. Este vídeo do Youtube dá uma imagem fiel do que por lá se passa. Vão por mim, não percam! (Rua D. Manuel II, a seguir ao Museu Soares dos Reis e a entrada do Palácio de Cristal)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
P365 - 050
Parece uma Vespa, mas não é bem. A LML é uma marca indiana que já produziu motas também para a Piaggio (a marca das Vespas), mas que agora só tem produção própria. As aparências são evidentes, e o preço é mais barato. Cheira-me que vamos ter uma destas...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
P365 - 049
A campanha de t-shirts 2010 do MSV está pronta a arrancar! A partir de 1 de Março e durante 4 meses, vamos estar em 4 postos de venda por dia - colégios e empresas (se souberem de alguma onde possamos ir vender, façam-me chegar o contacto).
Hoje em reunião de Direcção estivemos a ver as primeiras t-shirts já estampadas e cheira-me que algumas vão ter grande sucesso, acho que houve um upgrade de estilo. A venda de t-shirts é a nossa principal actividade de angariação de fundos do ano, por isso é mesmo importante que corra bem para que os projectos possam seguir de pedra e cal.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
P365 - 048
Depois de dois livros do Osho, com que pouco ou nada me identificava, chegou agora a vez de traduzir Deepak Chopra, outro guru indiano da auto-ajuda, num livro mais sobre relações humanas, em particular o amor e a paixão. Ainda agora comecei mas estou a achar muito mais interessante!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
P365 - 047
Num dia chuvoso, perfeito para pôr os sonos e os emails em dia, a minha única saída foi para fazer o reconhecimento dos caminhos para o dia do casamento. Os convites e respectivos croquis já estão em marcha, e daqui a 5 meses e meio as portas da Herdade do Monte Novo vão abrir para uma grande festa!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
P365 - 046
À hora a que saí da festa de Carnaval nas cavalariças do Hotel Pestana, havia ainda muita gente na fila para entrar, prova de que os lisboetas também gostam de se mascarar (curiosamente, entre os meus amigos, nem tanto). Trajado com a roupa que levei ao casamento indiano, fui-me divertindo a ver os disfarces dos outros (e os que não conseguiam disfarçar...), enquanto dançava músicas um pouco mais comerciais do que o habitual. Pelo menos uma vez por ano, vale a pena.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
P365 - 044
Dois dias com vista para o mar e para a praia da Foz do Arelho, rodeado de bons amigos, boa comida, e o calor da lareira a compensar o muito frio lá fora.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
P365 - 043
Da Gago Coutinho avista-se a Casa das Cores, com o seu azul forte a sobressair - e a representar bem a alegria das crianças que lá vivem. A casa à esquerda, em ruínas, vai ser reconstruída para ser um centro de acolhimento para crianças refugiadas, um projecto do CPR com o apoio da Swatch.
domingo, 17 de janeiro de 2010
P365 - 017
Venci a curiosidade e os medos e fiz o meu baptismo de ski na Serra da Estrela. Ok, não são pistas assim tão altas, mas para alguém com vertigens é sempre um desafio extra. E parece que não me saí mal de todo nas manobras. Mas o que eu gostei mais foi de subir nos "saca-rabos"...
sábado, 16 de janeiro de 2010
P365 - 016
Vá para fora cá dentro, um sábio conselho que seguimos este fim-de-semana. Por falta de condições na Torre para esquiar, acabámos por passar o dia inteiro no carro, a cruzar a Serra da Estrela por todos os caminhos possíveis, com paragens para visitar um casal amigo no Sabugueiro e almoço em Manteigas. Foi aqui que nos deparámos com esta pérola da sinalética: Souto do C...lho?! :)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
P365 - 015
Voltei a ter o Cartão Jovem, que desde Janeiro passou a ser válido até aos 30 anos. Mas como na pousada da juventude da Guarda ainda não tinham os cartões novos, apareço ainda mascarado de sub-26. O cartão deu-me 15% de desconto no quarto da pousada, só aí já deu para amortizar boa parte dos 8€ que custou.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
P365 - 014
Almoço da equipa FEC nos Bombeiros da Portela, o nosso restaurante de eleição (que é como quem diz, num raio de 1km, é a única alternativa ao centro comercial). O pretexto foi a despedida da Adelaide, que durante 5 anos produziu o programa de rádio Luso Fonias, passando agora essa pasta ao Emanuel e a mim.
É um privilégio estar nesta equipa, onde todos vestem a camisola. Esta semana temos a companhia de duas colegas que vão na próxima semana para a Guiné iniciar um projecto com jardins de infância. A FEC em movimento!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
P365 - 013
Esta foto não é de hoje, mas de Agosto de 2003. Num dos bairros mais pobres de Montes Claros, no Brasil, colaborámos com a Pastoral da Criança. Todos os meses as crianças até 6 anos são pesadas, e conforme o peso são-lhes dados suplementos nutricionais. Além disso, há visitas às casas onde as mães recebem toda a informação sobre os cuidados a ter, tudo isto através de uma rede de muitos voluntários, que chega a quase 2 milhões de crianças carenciadas. Foi uma iniciativa da Conferência dos Bispos do Brasil em 1983, liderada desde a primeira hora por Zilda Arns, uma médica brasileira que está entre os milhares de vítimas do terramoto do Haiti. Um exemplo de alguém que esteve ao serviço da Vida, até ao último momento.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
P365 - 012
Lisboa à chuva, logo hoje que tive de andar bastante na rua. Mas mesmo num dia cinzento, há lugares que dão sempre um colorido ao dia!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
P365 - 011
Última reunião do Grupo de Vida antes da partida da Catarina para Macau. Vai estar no Programa Contacto, a espalhar os nossos melhores vinhos portugueses pelos clientes chineses, e vai certamente deixá-los de olhos em bico!
Cats, vais-nos fazer falta por cá, por isso exigimos um blog sobre as tuas aventuras lá!
Tia Quicas, espero que com este meu relançar do blog tenha feito as pazes comigo! ;)
domingo, 10 de janeiro de 2010
P365 - 010
Uma vez por mês, acordo (ainda mais) cedo ao domingo para vir ao Lar de Nossa Senhora da Vitória, em pleno Bairro Estrella d'Ouro, na Graça. Participo na missa e no final vou aos quartos das senhoras acamadas levar a Comunhão. A D. Glória, sempre que lhe aparecemos à porta, diz com alegria: "É Jesus!" E é um privilégio poder levar-lhes esse tesouro.
sábado, 9 de janeiro de 2010
P365 - 009
Primeiro casamento do ano. Missa na igreja da minha infância, onde fui baptizado, e festa com uma óptima vista para o Tejo. Felizmente ainda tenho a experiência da paróquia como comunidade, e hoje foi dia de encontrar muitas dessas pessoas que sempre estiveram lá. O Nuno é uma dessas pessoas, sempre nos cruzámos na igreja aos domingos e desde os meus 15 anos que tocamos e cantamos juntos na missa das 10h (ainda que eu hoje em dia seja pouco assíduo a essa missa). Além disso, somos vizinhos, fazemos anos com 1 dia de diferença (várias vezes juntámos as festas) e ambos sofremos pelo Sporting. Parabéns aos noivos!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
P365 - 008
Pode já ter saído da moda há 15 anos, mas guardo-o religiosamente no armário e uma vez por ano, em dias como o de hoje, lá tiro o bom velho Duffy da naftalina. Vintage, não? E digo-vos, até sabe a pato!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
P365 - 007
Fim de tarde no Colégio das Doroteias, onde as minhas 3 sobrinhas receberam vários prémios Paula Frassinetti (a fundadora da ordem). Mais do que o bom aproveitamento, orgulha-me que sejam premiadas pela amizade e entreajuda. A fotografia é da actuação do coro, em que a minha afilhada Isabelinha canta - mais um motivo de orgulho.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
P365 - 006
A fotografia está escura, mas é o presépio que pela primeira vez a Câmara (ou Junta?) montou na rotunda frente a minha casa.
O Dia de Reis trouxe-me como presente ter conseguido finalizar a lista de 10 câmaras que vão participar no projecto que coordeno: Arouca, Aveiro, Cascais, Famalicão, Faro, Loures, Maia, Santa Maria da Feira, Seixal e Setúbal.
À noite, foi a minha vez de fazer de rei mago e ir entregar os presentes de Natal a um grande amigo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
P365 - 005
Só em véspera de Reis vi que também o castelo estava iluminado. Bairrismos à parte, não há no mundo iluminações de Natal mais lindas que as de Lisboa!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
P365 - 004
Abrem-se as portas de um novo ano de trabalho - é verdade, trabalho "no campo", dentro da verdejante quinta do Seminário dos Olivais. Para 2010 tenho o desafio de pôr a mexer o projecto Enlaces, com 10 municípios, a produção semanal do programa de rádio Luso Fonias e a responsabilidade de avançar com a campanha sobre ambiente e alterações climáticas. E estou certo que mais desafios surgirão...
domingo, 3 de janeiro de 2010
P365 - 003
Gosto do meu lado de saltimbanco, que me leva a andar com estes 3 amigos na carteira. E gosto de maximizar as oportunidades de viagem para estar com amigos.
Em cinco dias, aproveitando ter de ir ao Norte para uma reunião de trabalho, fiz: Lisboa-Porto-Arouca-Porto-Londres-Porto-Coimbra-Lisboa. No meio das muitas horas em transportes, deu para convidar o padrinho de casamento, ir aos saldos, andar de patins no gelo, ir a uma feira popular alemã (em Londres, entenda-se), surpreender o melhor amigo nos anos, comer uma francesinha e passar um dia no noviciado dos jesuítas. Além do fim de ano especial, poder conversar com tempo com o Pedro e o João soube-me pela vida.
sábado, 2 de janeiro de 2010
P365 - 002
Já levo cinco anos desta vida, entre cá e lá. Chegar lá ao fim da noite, passar um fim-de-semana alargado e regressar de madrugada, com a lua ainda no céu, no voo mais barato.
Londres é e será sempre a minha segunda cidade, apesar de a sentir ainda como um ambiente estranho, violento e impessoal, é quase uma relação amor-ódio. Mas até Julho o amor continua a levar-me até lá...
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Project 365 - 1
Aliciado por amigos, aqui e aqui, decidi pôr-me o desafio de "uma foto por dia" durante 2010. Não tanto pela qualidade artística, que não é (ainda?) a minha praia, mas sobretudo para me obrigar a escrever.
Entrei em 2010 em Londres na melhor companhia, brindado com uns flocos de neve a darem as boas-vindas nos primeiros minutos do ano.
Em jeito de balanço do ano que acabou (já que pelo blog não deu para saber quase nada), posso dizer que comecei 2009 sem emprego, com um namoro à distância e planos vagos, a morar numa casa degradada. Mas os 12 meses passados trouxeram muita coisa boa: um emprego de que gosto e que me traz grandes desafios, a possibilidade de fazer traduções de livros (já vou no terceiro), 9 viagens (Guatemala, Andaluzia, Copenhaga e 6 idas a Londres) e muitas andanças pelo paí, 10 casamentos... e agora também eu estou noivo e temos uma casa nova para ir mobilando nos próximos meses! Outra alegria especial de 2009 foi ver a Casa das Cores a funcionar e as suas crianças mais felizes.
Foi também ano de 3 eleições, do Obama, das visitas da Nayan e do Leopoldo, do périplo Santo António-São João-Ponte de Lima, de mais filhos de amigos a nascer (o Tomás do Vasco, o Francisco da Rita e do Gonçalo, o Nuno da Margarida) e outros a caminho, da inauguração do Sushic, enfim, muitas coisas boas! Algumas memórias deste ano no sítio do costume.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Abram alas para o... touro?
Sou o único a achar que há ali qualquer coisa que não combina?
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
O Rajastão aterrou no Martim Moniz
Este fim-de-semana o Martim Moniz encheu-se de música e cor com a iniciativa TODOS, Caminhada de Culturas. A ideia era dar a conhecer o comércio local e as culturas das nacionalidades mais representadas naquela zona - Índia, China e países de Leste - a públicos menos habituados a frequentar aquela zona da cidade.
Falhei a aula de Bollywood que já estava cheia, mas não perdi a fanfarra de Jaipur, que percorreu várias ruas seguida de uma multidão. Ao chegar à praça do Martim Moniz, juntou.se à banda um bailarino que equilibrava na cabeça uma bilha com água...
...dançava sobre pregos e cuspia fogo.
Foi um bom programa alternativo, a provar que Lisboa está uma cidade cada vez mais cosmopolita.
Mais fotografias aqui.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Casamentos e reencontros
Sábado tive o casamento da Joana e do Alex, o meu nono casamento em 2009. Um casamento original em vários aspectos: a escolha do dia de S. Tiago para a festa, já que ambos são peregrinos; a ementa sofisticada, em que os meus preferidos foram o gaspacho sólido, o crocante tandori e a tatin de maçã; e a substituição da tradicional oferta inútil para os convidados por uma contribuição para a campanha Agir Para Desenvolver.
Foi um prazer estar também envolvido na escolha dos cânticos e nos ensaios do coro. Oportunidade para acompanhar os últimos preparativos e a dedicação aí posta pelos noivos.
A Joana foi da minha turma do 7º ao 12º ano, para além de morarmos muito perto. Partilhávamos na altura o sonho de vir a ser jornalistas - ela seguiu-o e acompanha hoje os políticos com a camisola da Lusa, eu deixei-o em banho-maria e segui outros sonhos. Sem nunca nos perdermos o rasto, viemos a aproximarmo-nos mais já com o Alex na história, em óptimos serões de conversa à flor da pele na sua casa. Relatos de caminhadas (ou pedaladas) até Santiago que me fizeram reganhar a vontade de fazer o mesmo Caminho - será em 2010, ano Xacobeo?
Outra coisa boa dos casamentos são os reencontros. Neste caso com o João Ribeiro, que me deu aulas de Educação Visual quando eu tinha 12 anos. Mexeu e muito, não com o meu escasso (ou nulo) talento para as artes plásticas, mas sim com a minha forma de olhar o mundo e sentido de humor, de forma que ainda hoje sinto que lhe devo muito. Foi óptimo conversar sem tempo contado, trocar ideias sobre os projectos de cada um e trocar piadas, como sempre. E partilhar a conversa com o seu filho Duarte e a minha Maria. Acho que a cumplicidade transparece da fotografia. Também aqui, o rasto do caracol.
domingo, 12 de julho de 2009
Ambições e expectativas
Este foi um fim-de-semana de festas de crianças (4 anos do meu sobrinho João e 2 anos do Rodrigo do Vasco), com a conversa a encaminhar-se mais de uma vez para as ambições profissionais, um tema que às vezes me tira do sério.
Trabalhar é importante, faz-nos sentir realizados por podermos satisfazer as necessidades dos outros, faz-nos desenvolver os nossos talentos e dá-nos dinheiro para as nossas necessidades materiais. E é este equilíbrio que me faz pensar a minha vida de trabalho: contribuo para uma sociedade melhor? faço o que gosto e aquilo para que tenho mais jeito? tenho o suficiente para as minhas necessidades?
Não quero armar-me em bonzinho, mas realmente não me preocupa se vou ou não chegar ao topo da carreira; a própria palavra carreira faz-me comichão. O curso de Direito e o facto de ter estudado e trabalhado fora podem ter criado nalgumas pessoas (que me querem bem) a expectativa de um futuro de sucesso, no sentido como o mundo o vê, em cifrões. Mas eu decidi virar-me para uma área que não paga nada bem, muito menos em Portugal. Daí ter de ouvir de vez em quando bocas porque podia estar a fazer "outra coisa". Mas o dinheiro não é tudo. Já ganhei o triplo que ganho agora e nem por isso era mais feliz.
Prefiro pensar como gasto o meu tempo, como um todo. Pensando a sério no trabalho, até porque é onde passo mais tempo e é bom que seja interessante. Mas sempre deixando tempo suficiente para o cultivo dos gostos e das amizades (em breve, espero, para uma nova família também), para conhecer o mundo - o de perto e o de longe -, e para as acções de ajuda gratuita a quem não teve a mesma sorte que nós. Faz-me a mesma confusão o workaholic e aquele que gasta todo o tempo livre a ver televisão; um e outro desperdiçam o seu tempo e quase sempre perdem a capacidade de ter uma conversa com interesse.
Eu sei que quanto mais responsabilidades a pessoa assume (filhos, em especial), mais pesa a obrigação de trazer para casa mais dinheiro. Mas muitas vezes com o esforço legítimo para dar "o melhor" aos filhos - melhores colégios, melhores gadgets, melhores férias - vai-se fazendo concessões cada vez maiores no resto - tempo para estar com eles, sobretudo. É um círculo vicioso. E aqui a culpa é também de quem, nos cargos de chefia das empresas, permite este nonsense de ritmo de vida; nesse aspecto ainda somos um país pouco desenvolvido.
Enfim, é o que penso agora. Falo de cor, que a experiência ainda é pouca. E admito poder estar a ser tão pretensioso como outros serão comigo. Mas partilho a ideia do Professor Agostinho da Silva, de que o homem não nasceu para trabalhar, mas para criar. E o que estou eu a criar?
Curioso

Recebi um email da minha amiga mexicana, que viveu comigo 1 ano em Londres. A Daniela estava lá a estudar curadoria de arte contemporânea e no fim do mestrado voltou para a Cidade do México, onde tem estado a trabalhar no Museu Tamayo.
Agora é a curadora de uma exposição do artista português Pedro Cabrita Reis, que é inaugurada esta semana naquele museu. Giro ver a nossa cultura ser divulgada lá fora, e neste caso com a mãozinha de uma querida amiga. Há tempo que não nos falávamos, mas foi uma óptima ocasião para fazer um update das vidas.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Bailaricos

Todos os anos o Dia de Portugal é assinalado em Londres com uma grande festa num parque. Eu fui lá uma vez e contei a experiência aqui. Sardinhas, chouriço, sangria e Super Bock, havia de tudo para umas 30 mil pessoas! Só que estava longe de ter a sorte que vão ter os emigrantes já este domingo: Padre Borga e Herman José ao vivo no mesmo dia! Poder cantar "Põe tua mão na mão do meu Senhor", e logo a seguir a "Canção do Beijinho", não é todos os dias e compensa todos os ranchos folclóricos e discursos oficiais que se tenha de aguentar pelo meio. Quem estiver por perto não deixe de aproveitar!

Já hoje e em Lisboa, mais concretamente no magnífico Largo do Carmo, acontece o arraial mais giro da época dos Santos, o Faz Traz Paz. É uma organização conjunta de 6 organizações de voluntariado (a saber: MSV, GASnova, Equipa de África, WACT, AASUL e Portugal Voluntário) e os lucros dos comes e bebes vão para os seus projectos. Uma festa ao ar livre, com música pimba ao vivo e a maior concentração de miúdas giras por metro quadrado do ano, o que é que querem mais?
domingo, 14 de junho de 2009
Sempre a tempo
Andei de novo a viajar. Dezassete dias pela Índia em Dezembro e dez dias na Guatemala em Abril; pelo meio, uma travessia pelo deserto do desemprego. Somando tudo, deu um buraco no orçamento que vai levar tempo a repor, mas isso não vem agora ao caso, porque graças a Deus e aos Seus representantes (o meu patrão último no actual emprego é a Conferência Episcopal) já tenho de novo um ganha-pão. O que é importante realçar, tenho-o claro, é o privilégio que tive em estar (na melhor companhia) por terras da Nayan e do Roberto, por ocasião dos seus casamentos, conhecer mais da sua cultura in loco e criar amizade com a sua gente.
O maior mérito dos anos que passei em Londres, mais do que o que aprendi na universidade ou no trabalho, foi ganhar mundo. Mundo de cultura e mundo de afectos. E a esses dois níveis estas duas viagens foram bem ricas!
O deserto, esse, serviu para pôr à prova as motivações do regresso a Portugal, salvas in extremis de um regresso forçado à Velha Albion (ainda que fosse bem compensado por dois braços à minha espera). Passada a prova, reforcei a ideia de que, pelo menos por agora, aqui posso fazer muito com pouco, enquanto lá fazia pouco com muito. Fiz-me à vida, bati a várias portas até que alguma se abrisse e pelo meio ganhei também uma actividade paralela, há muito desejada, como tradutor.
E é por aqui que volto aonde comecei. É difícil para um viciado em procrastinação internética como eu manter a concentração na tradução que tenho de acabar por estes dias. Porque a tradução se faz neste mesmo ecrã, numa janela ao lado. E vamos esquecer a hipótese fantasiosa de desligar o cabo da internet - nunca se sabe quando se pode dar o próximo golpe de Estado no Burkina Faso, por isso é melhor espreitar o Diário Digital de hora a hora; e será que alguém pôs fotos novas no Facebook? e porque não escolher uma música de fundo, só para animar o trabalho, no YouTube?
Mas, para contrastar com as muitas coisas inúteis em que vou perdendo tempo, vou tentar acreditar que recomeçar uma actividade produtiva - escrever no blog - me vai ajudar a subir o rácio de produtividade naquilo que tenho mesmo de fazer. Sem assumir aqui que (o blog) agora é que vai ser, que é para não dar azar...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Senhora do Monte
Já lá tinha passado várias vezes, mas nunca tinha parado o carro para espreitar. Desta vez era um domingo de Outono, com céu azul e frio, e eu não tinha pressa. Saí, olhei, tirei esta foto panorâmica com o telemóvel (not bad, hein?) e sentei-me a ver as nuvens sobre o Tejo e os aviões a descer. Fiquei uma hora...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Rock star
O passo seguinte foi no Bar do Rugby, o lugar da moda de então entre os betos da Costa, suponho que em 1997. O bar lançou um concurso de karaoke, conseguiu algumas vedetas para o júri (Represas, Gonzo, Monchique...) e lá fui eu cantar o "Breakfast at Tiffany's" dos Deep Blue Something. Passei a eliminatória (o nível médio era fraquinho), mas na final fui cilindrado por boas vozes e lá foi a cantoria para a gaveta.
Passados mais 11 anos sabáticos, sem contar com coros de casamentos e karaokes esporádicos, surgiu nova oportunidade. O meu amigo Nuno Barata convocou-me para uma festa de anos conjunta (dele e minha), centrada na actuação de uma banda improvisada. Juntámos mais 4 amigos (guitarras, baixo e bateria), ensaiámos 2 horas num estúdio e tocámos no passado sábado, perante um público de 70 amigos. Por haver mãos mais competentes que as minhas nas teclas e na guitarra, lá fui eu para o microfone. De camisa preta e All Stars, armado em Tim.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Vinte e oito
Gosto de fazer anos. Tem muito de massagem no ego, de saber que se lembram de nós, mas não é só isso. É um dia de afectos mais à flor da pele, e isso vale muito. E é um dia propício a balanços, coisa que muito me apraz.A primeira coisa que me vem à memória são os últimos 4 aniversários passados em Londres: ainda "anónimo" na residência, depois no apartamento de Mayford e o ano passado entre o churrasco de despedida no studio e o jantar indiano com o "núcleo duro".
E tanta coisa que mudou desde então... Viajei por 5 países da América do Sul e não há dia que não me lembre de um qualquer episódio desses 2 meses. Estive 6 meses a acompanhar a construção da Casa das Cores, que está prestes a ser inaugurada. Entrei para a Direcção do MSV. Estou há 5 meses a fazer consultoria para organizações sociais (planeamento estratégico, assim se chama). Passei a morar em Lisboa. E nesta semana surgiram 2 propostas de interesse que prometem dar algum trabalho nos próximos meses. Em termos de ocupação, não me posso queixar do regresso! E sinto que estou a ir na direcção certa.
Mas hoje é dia para festejar, e agradecer, todas as experiências e pessoas que encheram estes 28 anos. Não foi só a barriga a encher...
PS: já recebi parabéns de 12 países diferentes - reflexo dos amigos que foram para fora e dos amigos feitos em Londres que, como eu, já voltaram às suas terras.
E tanta coisa que mudou desde então... Viajei por 5 países da América do Sul e não há dia que não me lembre de um qualquer episódio desses 2 meses. Estive 6 meses a acompanhar a construção da Casa das Cores, que está prestes a ser inaugurada. Entrei para a Direcção do MSV. Estou há 5 meses a fazer consultoria para organizações sociais (planeamento estratégico, assim se chama). Passei a morar em Lisboa. E nesta semana surgiram 2 propostas de interesse que prometem dar algum trabalho nos próximos meses. Em termos de ocupação, não me posso queixar do regresso! E sinto que estou a ir na direcção certa.
Mas hoje é dia para festejar, e agradecer, todas as experiências e pessoas que encheram estes 28 anos. Não foi só a barriga a encher...
PS: já recebi parabéns de 12 países diferentes - reflexo dos amigos que foram para fora e dos amigos feitos em Londres que, como eu, já voltaram às suas terras.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Cheira bem, cheira a Lisboa
Deixei a maresia da Costa e o aconchego dos papás para vir para Lisboa, a cidade que me viu nascer. Não foi por inadaptação a voltar a viver com os Pais depois de 3 anos por minha conta, porque nos últimos meses eu quase já só ia a casa para dormir. Foi precisamente isso que me cansou: a preocupação de apanhar o último autocarro da noite para a Costa, as esperas de meia hora na Praça de Espanha quando perdia um por um triz, a falta de um espaço onde passar a meio do dia para tomar um duche ou mudar de roupa, o preço de jantar fora todos os dias.
Surgiu o convite do meu amigo Pedro para ir morar com ele, numa calçada pitoresca, a dois passos da Avenida da Liberdade, a um preço quase zero, e não hesitei em aceitar. E já lá estamos há 2 semanas, meio acampados porque há obras a decorrer, mas aos poucos o espaço vai-se tornando mais nosso. E acordar de manhã, ver o elevador do Lavra a passar à janela, descer a calçada e estar logo no metro, é logo meio caminho andado para começar o dia mais bem disposto.
Ainda para mais em Junho, com um bailarico a espreitar a cada esquina, a feira do livro lá ao fundo, a excitação do Euro, os Santos daqui a pouco, os feriados em barda, e o verão finalmente a aparecer!
A casa fica precisamente a meio caminho entre os 2 trabalhos que tenho neste momento: o MSV (Baixa) e a TESE (Rato), duas ONGs. Manhã num, tarde noutro; a ordem dos factores é vagamente arbitrária. No primeiro continuo com os pedidos de patrocínio, agora já para o recheio da Casa. No segundo estou a fazer um plano estratégico para uma outra ONG: como se deve organizar, onde deve ter projectos, que financiamentos deve tentar captar, como deve comunicar o que faz. A este nível profissional estou bastante satisfeito, ainda que a incerteza sobre o futuro se mantenha.
Mas o sol lá fora convoca-me a deixar estas quatro paredes. Espero começar a escrever mais, agora que a vida anda mais arrumada.
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