segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bem-vindo ao Sul

Fui ver uma simpática comédia italiana, sobre as diferenças e preconceitos entre o Norte e o Sul do país. Além de me ter recordado a viagem de há uns meses a Itália, saí de lá a pensar que por cá não somos assim tão diferentes. Uma boa parte da minha família minhota acha que nós vivemos entre infiéis e comunistas, qual aldeia do Astérix em terreno romano; em contrapartida, um bom número de amigos alfacinhas, que raras vezes terão pisado acima do Mondego, acham que lá em cima é tudo provinciano e antiquado. E se saltarmos a fronteira do país ou do continente, mais os estereótipos aumentam... Nada que um pouco mais de arejo e mingle não resolva. Mas quem nunca estereotipou, que atire a primeira pedra.
Vão ver o filme, que vale a pena. Só está no Corte Inglés e no Arrábida Shopping.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010 em flash

Foi um ano e pêras! Com o ponto alto no 31 de Julho, "o melhor dia para casar". Preparar com a Maria o dia do casamento e a vida nova, desde a decoração da casa às contas do banco, foi e continua a ser um processo alegre e descontraído, com as normais discussões, mas sobretudo com a convicção de estarmos no rumo certo. Ganhei uma segunda família onde me sinto eu próprio. Também o carinho dos amigos nesta fase me encheu: os ensaios do coro, a despedida de solteiro e sobretudo a forma como nos mimaram no dia do casamento, já para não falar dos que vieram de longe para estar connosco nesse dia, fizeram-me uma vez mais grato pelos amigos que Deus me pôs no caminho. E com o casamento, a mudança de passar a morar em Lisboa e deslocar-me diariamente de Vespa.

Foi um ano de casamentos. Além de nós, casaram o João e a Maria, o Paulo e a Ana, a Diana e o Pedro, a Maria Carlos e o André, o Nuno e a Andreína. Todos com direito a coro! Multipliquem por 3 ensaios e ficam com uma ideia de como passei muitos serões na primeira metade do ano.

Foi um ano de bons passeios. Entrei em 2010 em Londres, voltei lá em Março e Junho. Regressei à Colômbia, para o casamento do Juan e da Elsa, e confirmei que é o país com as melhores festas; à ida e à vinda deu para visitas rápidas a Nova Iorque. Passámos um fim-de-semana na Costa Vicentina com os amigos latinos. Passámos um mês de lua-de-mel no Brasil; para além das belezas naturais, gostámos sobretudo de rever os amigos de Montes Claros e de passar uns dias com a família em São Paulo. No final do ano, conheci o Douro e Trás-os-Montes, onde fui descobrir as raízes paternas.

Foi um ano de desafios. O mais importante foi a hipótese de produzir semanalmente um programa de rádio, o Luso Fonias, que me pôs pela primeira vez a trabalhar em comunicação, o que eu realmente gosto. Fui à neve, à minha dimensão (leia-se: uma tarde na Serra da Estrela), gostei mas não me estou a ver em voos mais altos, pelo medo das alturas. O mesmo medo que me fez entrar em pânico ao cruzar a ponte na minha primeira (e última?) mini-maratona; ainda assim, prueba superada!

Foi um ano de boa música. O concerto dos U2 em Coimbra foi espectacular e juntou um belo grupo. Dancei ao som da Shakira no Rock In Rio e no Pavilhão Atlântico. Recordei as músicas dos Cranberries no Campo Pequeno.

Foi um ano de alegrias. Nasceu a Isabelinha do Pedro e estão quase a nascer o filho da Ana Sofia e do Filipe e a filha do Eduardo e da Anne. O Vasco lançou o seu negócio. O João Raposo fez os primeiros votos como Jesuíta. O Papa esteve em Portugal e foi um momento de encontro com muitos amigos. O resgate dos mineiros chilenos foi símbolo de esperança e superação, e a reacção à morte do "Senhor do Adeus" foi lembrança de que um gesto simples faz diferença.

Foi também um ano de dificuldades. Não apenas a crise internacional, os sismos no Haiti e no Chile, e as cheias na Madeira, mas problemas sérios de saúde de pessoas que me são queridas e desempregos prolongados.

Mas, terminando como comecei, o essencial de 2010 para mim foi o encontro com a Maria e o passo importante que demos - passámos a estar juntos na mesma cidade, na mesma casa, no mesmo projecto de vida. E isso chega para encarar o ano novo com optimismo e um sorriso aberto.

Feliz 2011!

sábado, 16 de outubro de 2010

O meu BB

Ainda estou com o coração nas mãos desde que ontem abandonei o meu BB para ir morrer numa qualquer sucata. Teve de ser, por razões de ecologia e economia. O último ano já foi cheio de gastos parvos (travões, pneus, canhão...) e para o pôr em condições de passar na inspecção ia ser outra pipa de massa. Há 1 ano que o limpa-pára-brisas tinha deixado de funcionar. E há muito que quando chovia ficava uma poça aos meus pés. E nos últimos dias ele apitava (o tinóni de aviso quando se tira a chave da ignição com as luzes acesas) sempre que eu carregava no travão. Enfim...
Mas fiquei com pena pelas muitas memórias que lhe associo. Foram 18 anos na família! Primeiro foi o carro dos meus pais, algures entre o meu 7º e 11º anos; levava-me semanalmente às aulas de piano e foi-me buscar às primeiras saídas à noite. Depois passou para a minha irmã e chegou a viajar com eles até Inglaterra, de ferry, para viver uns meses em York; lembro-me de fazermos uma viagem para o Algarve, já com a primeira sobrinha nascida, em que não sobrava espaço livre, a ponto de eu não conseguir ver os outros ocupantes e o meu cunhado guiar com coisas no colo. Quando eles já não precisaram mais dele, tiveram a generosidade de mo oferecer. 
Foi o meu primeiro e único carro, só meu, acompanhou-me dos 20 aos 30 anos. A segunda metade da Faculdade, as voltas do MSV (tantas vezes fez o caminho para Alcoutim...), a histeria do Euro 2004, os passeios pelo País com os amigos de Londres... Nos últimos tempos já era gozado por todos, desde o mecânico aos meus amigos que tinham medo de andar nele. E de facto estava a ficar perigoso, apesar de o motor estar ali para as curvas. Ainda em Junho tínhamos dado 165km/h na auto-estrada. No dia seguinte, rebentou-lhe um pneu e percebi a imprudência da véspera. Era como um velhote com o corpo muito enfraquecido e o coração forte.
Além disso dava-me um certo orgulho contracorrente andar com ele! Pelo anti-consumismo de "se este funciona, para quê trocar por outro?" (sou consumista em roupas e sapatos, mas carros nunca foram a minha praia). Pela despreocupação de poder entrar com ele em qualquer tipo de terreno, porque "pior não vai ficar". E acho que sobretudo por esta continuidade de já ter passado por todas as mãos da família.
Enfim, paz à sua alma, também não nos vamos apegar a objectos. Agora desloco-me num brinquedo a 2 rodas, também mais retro que moderno, e tem sido um regalo rolar por Lisboa com o vento na cara; há que guardar um bocadinho de adolescência para ir usando ao longo da vida, não é? E temos, já nesta fase plural da vida, um utilitário daqueles iguais a todos os outros, com ar condicionado e auto-rádio a funcionar e tudo, que nos tem dado muito jeito para transportar os móveis do Ikea, as compras do Continente e, se Deus quiser, quando dermos por nós estamos a inscrustar-lhe uma cadeirinha Chicco.

domingo, 4 de abril de 2010

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Os meus sobrinhos estão cada vez mais crescidos! Ainda me soa estranho dizer "sobrinhos" no masculino, depois de 10 anos só com meninas, mas assim são as regras do Português. Hoje comemorámos os 13 anos da Inês, já temos duas teenagers.

sábado, 3 de abril de 2010

P365 - 093

A meio de um périplo pelas lojas da Baixa para compor a lista de casamento, soube bem encontrar a esplanada no último andar da Pollux, com uma bela vista para a Baixa num dia de muito sol! Recomenda-se.

domingo, 21 de março de 2010

P365 - 080

À entrada na ponte, o entusiasmo de 35 mil pessoas é enorme. Acima de tudo, esta prova é uma festa! Mas para quem quer mesmo correr, não é a melhor coisa - só consegui ter espaço para isso a partir de Alcântara. Já para não falar do pânico que me deu em cima do tabuleiro...

quinta-feira, 18 de março de 2010

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Ontem em Alvalade, apesar de a actuação não ter sido brilhante e o resultado ter ditado a eliminação do Sporting, houve entrega dos jogadores, emoção a rodos e, acima de tudo, o público não parou de gritar do princípio ao fim, mesmo depois dos golos sofridos e no final da partida. Assim dá gosto pertencer à grande família sportinguista!

quarta-feira, 17 de março de 2010

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Num seminário sobre fundraising organizado pela Call to Action, o Pedro Sottomayor falou da Casa das Cores e de todo o trabalho que tivemos para construir a melhor imagem para "embrulhar" o projecto, na procura necessária de doadores. Foi um dia para ouvir intervenções inspiradoras de estrangeiros com muita experiência na matéria, e sentir-me parte de um Terceiro Sector que, aos poucos, vai tentando apanhar o comboio do profissionalismo.

segunda-feira, 15 de março de 2010

P365 - 074


Momento cultural na Royal Academy of Arts, para ver uma exposição baseada nas cartas de Van Gogh. Sete salas com muitos quadros, das várias fases do pintor, e sempre com comentários feitos pelo próprio (ao tema pintado ou à técnica e materiais usados) em troca de correspondência com o seu irmão Théo ou com outros pintores. Não tão completo como o museu de Amsterdão, mas muito bom para refrescar referências sobre um dos meus favoritos.

domingo, 14 de março de 2010

sábado, 13 de março de 2010

P65 - 072

Primrose Hill
A provar que nem tudo em Londres é cinzento...

sexta-feira, 12 de março de 2010

P365 - 071

Em Londres, tempo para visitar algumas casas onde nos sentimos em casa. Hoje foi a vez de jantarmos em casa da Mariana, prima do nosso cupido. Na foto, o pequeno Francisco a querer fazer braço de ferro. Os gémeos Manuel e Luisinha, a quem cheguei a fazer babysitting, estão enormes e muito espertos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

P365 - 070


Desculpem o meu lado germofóbico, mas eis uma coisa que verdadeiramente aprecio entre os serviços da nossa TAP: o toalhete limpa-mãos que vem junto com a comida. Esta mistura de água, álcool, lavanda, cremofor e glicerina é uma bênção para quem não consegue comer sem antes lavar as mãos (não dá jeito ir à casa de banho com o carrinho do catering no corredor do avião). Não me lembro de ver tal produto em outras companhias aéreas. Melhor que isto, só uma cobertura de papel metálico com que tapam o cimo das latas de bebida na América do Sul.

quarta-feira, 10 de março de 2010

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A voz poderosa de Dolores O'Riordan no concerto desta noite no Campo Pequeno. O público, quase todo pela minha idade, cantou em coro grandes êxitos como Zombie, Ode To My Family,  Linger e Dreams (set list completa). Senti-me de volta aos 14 anos, de All Stars e polos Amarras, na escola C+S da Costa...

terça-feira, 2 de março de 2010

P365 - 061

Dia de gravação na Renascença, com um novo locutor a apresentar o Luso Fonias - entrou José Manuel Monteiro para o lugar de Cristina Abranches de Almeida. O programa desta semana é sobre mulheres e desenvolvimento e a convidada foi Teresinha Tavares, do Graal.

segunda-feira, 1 de março de 2010

P365 - 060

Dia para a equipa FEC sair do seu habitat normal e organizar o que vai fazer este ano. Com base no plano estratégico para os próximos 5 anos, e escolhidas as prioridades para cada departamento, fizemos o nosso calendário para 2010.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

P365 - 058

Um dos espaços mais bonitos de Lisboa, e bem central, o renovado Campo Pequeno tem boas opções de fast food (para pelintras como eu) e o cinema com menos fila ao sábado da cidade. Hoje foi dia de Precious, um filme bem pesado, sobre problemas bem reais e com excelentes interpretações das actrizes Mo'Nique e Gabourey Sidibe. Vão ver.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

P365 - 057

Sempre bom encontrar uma tasquinha com grelhados a 5€ - no nosso caso, açorda de gambas. Também havia na lista "cordon BELU"...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010