quarta-feira, 3 de março de 2021

JP


O João Pedro nasceu hoje, às 2 da manhã, com 3,735kgs. Sócio do SCP n. 106363. A Maria foi uma valente, num dia longo, e está bem também.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

2020 em revista


Um ano tão fora do comum merece que ressuscite o blogue para um balanço. 

2020 até nem começou mal: tivemos a casa cheia de amigos na passagem de ano; a Maria começou um mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia; fiz uma visita-relâmpago à Joana, em Amesterdão, para conhecer o seu bebé; e tivemos as habituais festas de anos, jantares de amigos e idas ao futebol - até tive o prazer de levar a tia Mila de volta a Alvalade!  

Visita de 24 horas à Joana em Amesterdão

Exposição Harry Potter (traduzida pela Trustlation)

A Tia é uma força da natureza! 

O "bicho" entrou em Março e ficámos fechados em casa. Houve quem conseguisse fazer pão e trabalhos manuais, pôr a leitura em dia ou descobrir vocação para o homeschooling, mas aqui foi basicamente o caos: os miúdos em casa e a pedir atenção, o trabalho não diminuiu assim tanto e a Maria continuou a sair para trabalhar até ao Verão, por isso instalou-se uma anarquia de horários, ecrãs e desarrumação, como contámos à Ana Galvão da Renascença, uma das poucas pessoas que entrou em nossa casa nesses meses.

Também ficaram por usar os voos para as férias da Páscoa na Guatemala (com os amigos latinos), um casamento na República Checa e uma ida à Oktoberfest com os melhores amigos.  

Claro que houve coisas boas neste "novo normal": uma ínfima parte do tempo com os filhos foi "tempo de qualidade"; pudemos gerir mais livremente a nossa agenda, sem tantas solicitações; passámos a juntar-nos com amigos em parques e piqueniques; comecei a correr e consegui perder 7kgs (mas ainda tenho um longo caminho a percorrer). E os "nossos" bebés deste ano nasceram durante o primeiro confinamento: a sobrinha Madalena, o Vasquinho do Edgar e da Graze, a Teresinha da Ana e do Sérgio (mais tarde, nasceram a Ritinha, da Rita e do Bruno, e o Francisco, da Tânia e do Duarte).
Teletrabalho...
O primeiro aniversário festejado em Zoom com os amigos

Ana Galvão da Renascença em direto da nossa cozinha


Depois veio o calor, os dois rapazes ainda voltaram ao infantário e pudemos alargar um pouco os horizontes. Começámos com idas à praia, piqueniques e churrascos em quintais de amigos. Em Agosto, vivemos dias felizes na Costa e no Algarve, onde partilhámos casa com primas e amigos, e tivemos muito bons reencontros.

No "melhor dia para casar", celebrámos 10 anos de casados com a família alargada numa esplanada com a melhor vista de Lisboa, depois de uma missa celebrada pelo nosso amigo Artur, acabado de ser ordenado padre. Tivemos o batizado da sobrinha Madalena, de quem tive a honra de ser padrinho. Fomos ao Algarve casar a Belinha e o Luís, e a festa possível foi feita na praia. E acabámos o Verão num fim-de-semana fantástico com os amigos da Costa. No fim do ano, passámos a fazer parte de uma Equipa de Casais de Nossa Senhora e a nossa Luisinha fez a Primeira Comunhão.
Com o padre Artur

10 anos de casados

Na Costa com os primos do Brasil

Com a prima Mar em Tavira

Com Mafalda e André na Praia da Luz

Fim-de-semana com amigos da Costa

Primeira Comunhão da Luísa no Campo Grande

No ano de todas as quarentenas, os frutos da colheita de 1980 viraram quarentões. Boa parte das festas ficaram adiadas para melhores dias, mas nós tivemos a sorte de apanhar uma época mais desconfinada do ano. A Maria organizou uma caminhada e piquenique em Sintra, um programa bem ao seu gosto. Eu festejei os quarenta numa tarde memorável no Páteo Alfacinha, e num tiro de sorte consegui ter o enorme Miguel Araújo em concerto exclusivo
Anos das Marias em Sintra

Um dueto improvável a "ver os aviões"

A terminar um ano pesado, onde vários amigos perderam pais e avós, tivemos a notícia de que o Pai tem um cancro nas vias biliares, sem tratamento possível, por isso temos um tempo escasso para aproveitar a sua companhia. É o que estamos a tentar fazer e é a nossa prioridade para os próximos meses.



No fundo, não há anos bons e anos maus. Em todos temos de multiplicar a alegria e apoiar-nos nas dificuldades. E o milagre da vida trará sempre novas razões para sorrir: em meados de fevereiro, se Deus quiser, nasce o nosso João Pedro! E não podíamos desejar melhor motivo para encarar 2021 com otimismo.

Que o ano novo nos devolva os abraços, a liberdade de movimentos, os bailaricos e, já agora, o Sporting campeão!


sábado, 10 de outubro de 2020

A grande festa


Há dias que superam todas as expectativas. Num ano de "cenas malucas", nem tudo é mau! Pensei muito se havia de fazer esta festa, mas a urgência de celebrar com os mais velhos da família foi o mote maior para a ideia andar para a frente. Veio quem não teve medo, e juntou-se um grupo bem simpático.
Um dia eu ganho a lotaria ou faço uma magia... Não foi preciso tanto. Lembrei-me que tinha o e-mail do Miguel (coisas que vou guardando na minha lista de contactos com mais de 5 mil entradas) e atirei o barro à parede. Em menos de uma hora, estava feito o acordo para ele vir tocar à minha festa dos 40 - e o mais difícil foi convencer o agente, porque o artista alinhou logo! 
Guardei segredo, nem a Maria sabia! E depois de cantarmos os parabéns, chamei ao palco coreto do Páteo Alfacinha o grande Miguel Araújo. Seguiram-se 40 minutos mágicos, com corações generosos a vibrar em coro na mesma alegria. Obrigado!
A setlist do concerto







segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Vau


Esteve para não ser, mas foi. Regresso à Casa do Vau em modo (pré-)celebração quarenteira de 4 miúdos que se cruzaram há 3 décadas nos bancos de escola e ainda se aturam. De 4 passámos a 8, e de 8 a 20 (+1), bendita multiplicação!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Regresso às aulas


Lá foi o Manel para a primária, juntar-se à Luísa finalista. Tiveram direito a dilúvio de boas-vindas, mas já diz o povo: escola molhada, escola abençoada! (desde que não comece tudo a tossir, já se sabe) Um bom ano para todos, e vamos sem medos!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

João


O meu irmão João faz 50! O meu primeiro amigo, padrinho, tutor de brincadeiras, o meu malabarista e ilusionista preferido, celebrante do meu casamento e compadre. Muito para festejar... Parabéns, Mano!

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Com Vicente


Quando eu tinha a idade do Manel, conheci o pai do Vicente. Nos 4 anos da primária, partilhei com o Miguel todas as benditas tardes sem aulas - ZX Spectrum, futebol na rua e tudo o mais que nos apetecesse. Fizemos juntos os 12 anos de escola. Os encontros depois ficaram mais intermitentes, mas nunca nos perdemos o rasto. A vida é breve (como a areia a escorrer entre os dedos) mas teremos sempre tardes sem horas para saborear o que fomos, somos e seremos.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

10 anos do melhor dia para casar

10 anos com tanto para celebrar! Os filhos, claro, mas antes ainda o "primeiro filho" que somos nós e que temos de saber alimentar (sem dieta). O gosto por celebrar em boa companhia juntou-se ao desejo (dever?) de desconfinar as famílias, sem reuniões há demasiado tempo, num grande serão com a melhor vista da cidade.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Atividades confinadas


O Manel esteve 53 dias a fazer o que lhe apeteceu. Agradeço às educadoras as propostas diárias, mas, sozinho com os três miúdos boa parte do tempo e a trabalhar, só consigo garantir que a Luísa cumpra (a custo) as poucas tarefas da primária. O Zé, esse, vai andando pela casa e pelos gostos dos irmãos ao Deus-dará.
Sempre agradeci os meus primeiros cinco anos em casa a tempo inteiro, e não me lembro de os meus Pais me proporem brincadeiras ou encherem de atividades. Bendito estar!
Hoje, pela primeira vez, quis fazer "coisas da escola" e a irmã ajudou a explicar. E foi bom de se ver, mesmo que fugaz. Amanhã, logo se vê.

sábado, 6 de julho de 2019

Nayan


Most of our trips don't start from a choice of places, but rather by thinking who do we miss and want to visit. This was also the case. Nayan was my flatmate, mutual confident and partner in crime when I lived in London. The last one (but Maria) to come say goodbye when I left London. The first one I called when our son José was born. We've been to each other's weddings, and what an experience it was to be in Bombay those days! Five years since we last met, this week spent together has been a great time to catch up with life and laugh and spice, with the big plus of having our beloved Uncle Pankaj along. Thank you for copying with the invasion of our gang of 5! We could not have had a better start!

A maioria das nossas viagens não começa por uma escolha de lugares, mas sim a pensar em quem sentimos falta e queremos visitar. Aqui foi mais uma vez o caso. A Nayan foi minha colega de apartamento, confidente mútua e cúmplice quando eu vivi em Londres. A penúltima (antes da Maria) a vir despedir-se quando saí de Londres. A primeira pessoa a quem liguei quando o nosso filho José nasceu. Fomos aos casamentos um do outro e que experiência foi estar em Bombaim nessa altura! Cinco anos depois de nos termos visto pela última vez, esta semana que passámos juntos foi um ótimo momento para pôr a vida em dia, entre risos e especiarias, com a grande vantagem de ter o nosso querido tio Pankaj por perto. Obrigado por permitires a invasão do nosso gangue de 5! Não podíamos ter tido um melhor começo!

domingo, 21 de abril de 2019

Páscoa 2019


A Quaresma começou com o sobressalto de um ligeiro AVC. Poder celebrar a Páscoa com a saúde e humor do Pai recuperados é mais uma bênção a agradecer. O Manel ainda não faz contas à passagem do tempo, mas vê o essencial, e basta.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Uma manhã com o Herman


Sonho de infância cumprido! Hoje o Herman esteve duas horas em direto nas manhãs da Rádio Sim e o apresentador desse programa - o meu amigo Zé Manel Monteiro - convidou-me para estar com eles na cabine e assistir a tudo, sentado na mesma mesa. 

Devo ao Herman uma forma de ver humor e trocadilhos em tudo, uma bagagem de cultura geral, milhares de horas felizes frente à tv e o meu artigo no Observador mais lido de todos. Long live the king! (Obrigado, Zé Manel!)



domingo, 18 de novembro de 2018

Isabel


Tinha quase 12 anos quando nasci. Deu-me colo, mimo, foi ama-seca (mas fecunda), levou-me de chaperone para os seus programas (jantares de amigos, comícios, o meu primeiro McDonald's), deu-me o primeiro cunhado, a primeira sobrinha (e mais 3), a primeira afilhada, o primeiro carro e abriu-me mil caminhos - como ser filho, como ser pai, como servir... Já vestimos a mesma camisola (mas não clubística) e continuo a valer-me da sua competência. Meio século é uma tonelada de graças a agradecer e outro tanto de sonhos para regar. Parabéns e obrigado, mana e madrinha Isabel!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Vou Já, 'mor!


Ganhar e perder faz parte. Parabéns a quem ganhou bem. O que não faz parte é semear ódios no que só devia servir para nos unir. E se serve, caramba! O que fica de hoje é a alegria de fazer a festa com os Amigos que partilham esta paixão. E o apoio comovido aos rapazes de verde e branco nesta semana surreal. Obrigado pelo convite, André e Maria Carlos! (E somei mais um par de cromos à minha caderneta)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Janela da Graça


"O que é aquilo ali em cima?", perguntou-me, avistando o Convento da Graça desde uma janela fechada do Hospital de São José, onde a Mãe recupera, fina, de um fémur partido. No fim da visita, levei-o Mouraria acima, aprendeu o que era um tuk-tuk e um talho halal, e partilhámos um pôr do sol no miradouro onde pedi a Maria em casamento. A descer, fui eu que aprendi como eram as noites no Ramiro dos anos 60, em que o fornecedor de marisco era o pai do seu colega Eládio Cl
ímaco. E assim se abriu uma janela. De oportunidade.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Amor de Mãe

Fonte
No sorriso louco das mães batem as leves
gotas de chuva. Nas amadas
caras loucas batem e batem
os dedos amarelos das candeias.
Que balouçam. Que são puras.
Gotas e candeias puras. E as mães
aproximam-se soprando os dedos frios.
Seu corpo move-se
pelo meio dos ossos filiais, pelos tendões
e órgãos mergulhados,
e as calmas mães intrínsecas sentam-se
nas cabeças filiais.
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado
vendo tudo,
e queimando as imagens, alimentando as imagens
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo. São
silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,
em volta das candeias. No contínuo
escorrer dos filhos.
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam
na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior
de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe à cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até somente ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do amor.
Herberto Hélder

A minha Mãe faz 75 anos.

Maria Isabel, como a mãe que cegara antes de a ver nascer e que perdeu aos sete anos. Perder é uma forma de dizer, porque na comunhão dos santos só há ganhos e o modelo da Avó foi e é bem presente.

Primeira menina depois de seis rapazes, ainda teve mais dez irmãos. Daqui resultaram 61 sobrinhos, 83 sobrinhos-netos e uns quantos sobrinhos-bisnetos. Primos também não faltam, porque o seu avô paterno já tinha sido pioneiro da prole "chapa 17" e pelo lado materno também não eram poucos. Esta abundância familiar, que não se esgota nos números, foi sobretudo uma escola de partilha e de atenção multiplicada, mais do que dividida. E ajudou a exercitar a proeza de saber de cor as datas de nascimento de meio mundo.

Estudou para professora primária na Veneza portuguesa. Ensinou três anos no Minho dos anos 60 e das sopas de cavalo cansado. Os pais iam à escola dar-lhe luz verde para bater nos filhos, mas não ia nessa conversa. Consta que deixou boas memórias, mas fartou-se e trocou Famalicão por Lisboa.

Por cá, conheceu um engenheiro ribatejano, namoraram 9 meses e passado outro tanto de terem casado nascia a primogénita. Dois anos depois, vinha um rapaz. Foi preciso esperar mais dez para vir a obra-pr... o benjamim. E "colocou-se na combustão dos filhos", a tempo inteiro. O tempo todo para nós, querem maior luxo? Por isso pude ficar em casa até aos cinco anos. Por isso pude gozar livremente tantas tardes na infância, sem outra "ocupação de tempos livres" que não fazer aquilo que bem me apetecia.

Estando disponível para nós a 100%, nunca nos prendeu. Sempre pudemos ir sozinhos para a escola, escolher as actividades e os estudos de que gostávamos, amar quem escolhemos, sem interferências. Nos anos que vivi em Londres, nunca fez da distância um drama. O horizonte das sua ambição para nós não é "deste mundo".

Sempre nos mostrou que a Fé é o mais importante. Foi catequista, orientou grupo de jovens, preparou noivos, esteve em grupos de casais. Fez amizade nos vários mosteiros onde passávamos férias e pela nossa sala de jantar passaram muitos padres. Quando foi possível, conquistou o seu cantinho em Fátima, onde sempre foi amiúde.

Não gosta especialmente de cozinhar e já delegou nos filhos o papel de reunir a família à mesa, mas continua a brindar-nos com o melhor bolo do mundo. O excesso de açúcar nunca foi drama lá em casa, ou não tivesse o próprio Abade de Priscos andado pela cozinha dos meus bisavós. Nunca acabava um doce sem me chamar para rapar o tacho, com o mesmo ar maroto com que hoje enche os netos de biscoitos.

Aos 75, continua fresca. Atenta a todos, agora ainda com maior alcance pela janela do Facebook. A cuidar do marido, adaptando-se ao seu ritmo. A cuidar dos netos sempre que precisamos. E a confiar-nos todos os dias nas mãos de Deus. Assim Ele a mantenha.

A minha Mãe faz anos. Mas a maior felicidade é nossa.

sábado, 31 de dezembro de 2016

2016 em balanço

No último dia do ano, ressuscito o Fio Mental para recordar tanto que tenho a agradecer em 2016.

O ano ficou marcado pela nossa viagem de 20 semanas pela América do Sul. Um projecto a que chamámos O Verbo Ir, com direito a blogue, Facebook e Instagram, e 17 artigos no Observador. Em 140 dias, visitámos 40 cidades na Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. Tomámos banho nas águas quentes de Cartagena e do Rio de Janeiro, tiritámos a -17ºC no deserto de Atacama e brincámos na neve em Bariloche. Estivemos ao pé de lamas, baleias e pinguins, vibrámos com a vista de Machu Picchu ou das Cataratas do Iguaçu, mas no top das memórias ficaram-nos as experiências humanas: fomos recebidos em 11 casas, conhecemos primos no Rio, falámos com um dos famosos mineiros chilenos e passámos uma semana de sonho com grandes amigos na Colômbia. E tudo isto valeu sobretudo pelo privilégio de estarmos os quatro juntos, 24 horas por dia, durante tanto tempo.


Apesar destes meses de férias alargadas, foi um ano muito exigente a nível profissional. Abri uma empresa de traduções, a Trustlation, com o meu amigo Luís, e a experiência está a ser muito boa. Continuo a produzir o Lusofonias, o programa da FEC na Rádio Sim, onde entrevistámos mais 52 pessoas, como o Júlio Isidro, a Laurinda Alves ou a Secretária de Estado Ana Sofia Antunes. No primeiro semestre, fiz também as newsletters da FEC. Escrevi 9 artigos para a secção Nostalgia do Observador. Fiz um curso de blogues com o Arrumadinho e um curso de escrita de viagens com o Tiago Salazar na Palavras Ditas.


Nasceu a minha sobrinha e afilhada Benedita, o Pedro (Marlene e Paulo), o Filipe (Francisca e Thiago), a Maria Inês (Ana e Paulo), a Isabel (Sofia e Pedro), a Clarinha (Rita e Bruno), o Tomás (Diana e Pedro), o Lourenço (Joana e Vasco) e a Maria (Isa).  Pela primeira vez em muitos anos, não tivemos nenhum casamento (teremos em 2017!), mas fomos a três baptizados. Acompanhámos amigos nas duras despedidas de pais e avós. Fui com o Vasco ver o Sporting a Alvalade 15 vezes. Fui com a Maria ouvir António Zambujo e Miguel Araújo no Coliseu, e Ivete, D.A.M.A e Maroon 5 no Rock In Rio. Andámos com os miúdos de autocaravana, passámos um fim-de-semana no Algarve e outro em Fátima, com amigos. E continuo a visitar o Lar de Nossa Senhora da Vitória.

Que o ano de 2017 nos traga muitas oportunidades para sermos melhores e darmos mais de nós!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Diá-Lu-gos #9

Lu: - Pai, para que é que serve a língua?
Eu ponho a língua de fora e explico: - Estás a ver estas pintinhas? Elas servem para ver se a nossa comidinha é doce, salgada ou amarga... É a língua que nos diz qual é o sabor dos alimentos.
Lu pensativa: - Ela diz... mas nós não ouvimos?!

sábado, 19 de setembro de 2015

Em Roma - programa cultural

Na quarta à tarde, tivemos direito a uma visita guiada pelo D. Carlos Azevedo aos Museus do Vaticano e à Basílica de São Pedro. Já lá tinha estado, mas com uma boa explicação de quem percebe do assunto faz toda a diferença!
D. Carlos Azevedo deu-nos uma lição de História de Arte
O grupo à porta da Basílica de São Pedro
Antes do jantar, parámos numa esplanada para retemperar forças com uma Peroni e brindar aos anos do Edgar, o nosso logístico em Bissau.
Fim de tarde em Trastevere
Jantámos na Trattoria degli Amici, um restaurante gerido pela Comunidade de Sant'Egidio, que integra pessoas com deficiência no seu staff - e serve uma óptima comida italiana a preços decentes. Juntaram-se a nós o Pe. Nuno Gonçalves, jesuíta, actualmente à frente da Faculdade de História da Universidade Gregoriana, que eu conhecia dos tempos em que orientou o grupo de CVX dos meus Pais, e o Attilio Ascani, director da FOCSIV, a congénere italiana da FEC.
Jantar na Trattoria degli Amici
Na quinta-feira, o meu avião partia ao início da tarde, por isso madruguei novamente para aproveitar a manhã ao máximo.
Na Praça de São Pedro
Na Piazza Navona
Na Via dei Portoghesi, onde fica a Igreja de Santo António dos Portugueses
Depois de muito andar, e seguindo os conselhos de quem lá vive, passei na geladaria Frigidarium para o merecido antídoto contra o calor húmido da cidade.
Tive de conferir se era mesmo a melhor geladaria de Roma
Antes de rumar ao aeroporto, fiz uma visita à Rádio Vaticana, que transmite o nosso programa Lusofonias. Foi bom dar um rosto às pessoas com quem troco e-mails semanalmente.
E assim foi esta visita de dia e meio à capital italiana!