Com a semana da Luz fechámos as férias de praia. Ponto de encontro de bons amigos que ali se juntam há décadas. Houve passeios e teatros à noite, sardinhas e mergulhos no Chico Zé, patuscada nos Mota, visita das amigas biólogas, parque aquático (capitulámos aos pedidos dos piquenos), bolas de Berlim e jogos de cartas. E fechámos em beleza no Paraíso.
segunda-feira, 29 de agosto de 2022
Luz 2022
Com a semana da Luz fechámos as férias de praia. Ponto de encontro de bons amigos que ali se juntam há décadas. Houve passeios e teatros à noite, sardinhas e mergulhos no Chico Zé, patuscada nos Mota, visita das amigas biólogas, parque aquático (capitulámos aos pedidos dos piquenos), bolas de Berlim e jogos de cartas. E fechámos em beleza no Paraíso.
segunda-feira, 22 de agosto de 2022
Monte Gordo
Uma semana de praia, enchentes no toldo, reencontros, conversa sem horas, jantares na varanda, pizza na areia, voltinhas na feira, saltinho a Ayamonte, bolinha dia sim dia não, Pôr do Sol e brindes a recomeços. Mas também de corrida ao supermercado e ao estacionamento, JP a fazer desaparecer as chaves da casa, birras e brigas de crianças, queixas dos vizinhos do toldo, "já não servimos" no arroz de lingueirão e 3 noites às voltas com pedra no rim. As férias são da vida. Mas com mais tempo.
sábado, 31 de julho de 2021
Batizado do JP
Primeira festa na família sem o Pai na fotografia. "O teu pai foi um santo", primeira frase da Mãe quando eu cheguei minutos após a sua morte. E se repetimos no Credo a fé na vida eterna e na comunhão dos santos, a nossa alegria permanece nessa comum-união.
Eu propus que fizéssemos o batizado do João Pedro no Pragal, terra de missão do Pai. A Maria propôs que o "tema" da festa fossem os Santos. No dia de Santo Inácio, o santo que sempre o inspirou.
E assim celebrámos a vida nova, a mais visível e a mais discreta, com os que aqui se veem e com quem está sem que se veja.
segunda-feira, 26 de julho de 2021
JP todo-o-terreno
Na gravidez da Luísa fomos a Itália; na do Manel tínhamos vindo a Praga; na do Zé a Paris. O JP veio num período de restrições, não viajou na barriga mas teve agora a sua prova de fogo: 3 horas de avião + 3h30 de carro para ir na sexta, 4 horas de carro + 5 horas de avião para voltar no domingo. Pelo meio, uma festa de casamento que durou das 10h30 às duas e tal da manhã.
O João esteve quase sempre bem disposto, de sorriso sedutor, a saltar pelos colos dos "tios" com quem fomos.
Viva a minha Mary, que não se perde em contas quando queremos avançar para estas loucuras.
sábado, 24 de julho de 2021
Casamento na Chéquia
O Diogo foi colega da Maria aos 12 anos; foi meu colega de Faculdade. Ficámos sempre amigos. Em 2006, a Maria ia viver para Londres, onde eu já estava, e o Diogo marcou um encontro para nos conhecermos. Apresentou-nos assim: "Maria, este é o teu futuro marido; Tiago, esta é a tua futura mulher." E acertou.
Não só por isso, mas por muito mais, não podíamos faltar neste dia em que o Diogo celebra com a Jana um grande passo. À terceira tentativa de data e fintando um pouco as regras, tudo valeu para cá estarmos.
sábado, 10 de julho de 2021
Isabel Costa
Há uns anos encontrei a Isabel Costa num concerto e fizemos grande festa. "Foi minha professora de Matemática no ciclo", expliquei a uma amiga que estava connosco. "Mas ainda falas com professores do ciclo?", perguntou, incrédula.
quarta-feira, 12 de maio de 2021
E se corre bem?
Em 2014, eu fazia o fundraising do MSV e pedimos a uma "agência de famosos" alguns padrinhos para a Casa das Cores. Foi assim que conheci o Rúben Amorim, então jogador do Benfica, numa primeira visita à Casa. Próximo e sem peneiras, respondia com graça à nossa conversa de sportinguistas. Noutra visita levou equipamentos para as crianças. Levou-as a ver um jogo na Luz. E foi aparecendo "anonimamente", sem fotos nem comitiva, só para estar com elas. Uma vez, em vésperas de derby, passou a tarde a jogar basket com os miúdos para desanuviar.
Nesse ano, vendemos uma t-shirt de apoio à Seleção, a tentar "surfar" na sua convocatória para o Mundial, e o Rúben prontamente aceitou ir tirar as fotos de promoção. Sempre com o mesmo sorriso e descomplicação que agora lhe vemos nas conferências de imprensa.
quarta-feira, 28 de abril de 2021
domingo, 18 de abril de 2021
Pai
Soubemos em meados de Dezembro que o Pai tinha um cancro nas vias linfáticas, sem tratamento. Tinha acabado de fazer 81, o coração já lhe tinha pregado dois sustos e a memória às vezes tinha uns bugs. Depois do choque do diagnóstico, juntámos todos os apoios para que pudesse ficar sempre em casa. Claro que o apoio maior e incansável foi a Mãe, sua grande cuidadora há 53 anos. Mas vários braços e corações se juntaram para que estivesse ainda mais acompanhado e com todo o conforto. Ainda conseguimos que conhecesse o João Pedro, nono neto. Morreu este sábado, em casa, sereno e rodeado da família - um luxo reservado a poucos.
O Pai descobriu a Fé a meio da vida. Batizou-se pouco antes de casar, ainda com uma adesão parcial. Anos depois, em Fátima, teve um súbito desejo de se confessar e fazer um caminho de joelhos no Santuário - o Pai sempre foi racional e crítico de excessos religiosos, mas há momentos espantosos. No regresso, pediu ao pároco da Costa que lhe desse catequese, e o Pe. Mário trocou-lhe as voltas e desafiou-o antes a ser catequista. Nas décadas seguintes, deu catequese, preparou casais para o casamento, orientou grupos de jovens, até entrou num teatro de Páscoa (das minhas memórias mais antigas). E passava horas, noite dentro, fechado no quarto a ler toda a exegese sobre cada versículo da Bíblia. Nos minutos antes de morrer, repetiu várias vezes a palavra "Fé". E este testemunho vêm em primeiro lugar no extenso rol do que lhe devemos.
Um par de horas depois, voei da Costa para o Campo Grande, onde a nossa Luísa ia receber a sua primeira Bíblia na "Festa da Palavra" da catequese, que acabou por ser a primeira missa por alma do avô. "O Pai era um apaixonado pela Bíblia; tens de estar com a tua filha e despertar-lhe esse mesmo amor". A Mãe sempre foi boa a lembrar-me das prioridades.
Nestes últimos meses, além das visitas mais frequentes, acompanhei-o em dois momentos importantes. Levei-o pelo braço, com dificuldade, até à mesa de voto - onde não podia faltar, não por entusiasmo nos candidatos, mas por ter um dever a cumprir (nunca foi de ter medo). E a sua última confissão com um dos seus amigos jesuítas do Pragal foi dentro do meu carro (comigo fora, claro).
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| Cara de olhar para os netos |
Há uns meses fiz quarenta anos e teimei em fazer uma festa maior. Tinha o feeling de que o tempo para estarmos todos juntos começava a escassear, e queria que os meus amigos o revissem ou conhecessem. O Pai não era muito de festas, mas sempre foi alegre e conversador, e assim esteve nesse dia. Aposto que o Pai nunca tinha ido a um concerto pop, mas vou guardar a memória de o ver a bater palmas acima da cabeça ao ritmo do Miguel Araújo.
quarta-feira, 3 de março de 2021
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
2020 em revista
2020 até nem começou mal: tivemos a casa cheia de amigos na passagem de ano; a Maria começou um mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia; fiz uma visita-relâmpago à Joana, em Amesterdão, para conhecer o seu bebé; e tivemos as habituais festas de anos, jantares de amigos e idas ao futebol - até tive o prazer de levar a tia Mila de volta a Alvalade!
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| Visita de 24 horas à Joana em Amesterdão |
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| Exposição Harry Potter (traduzida pela Trustlation) |
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| A Tia é uma força da natureza! |
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| Ana Galvão da Renascença em direto da nossa cozinha |
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| Com o padre Artur |
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| 10 anos de casados |
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| Na Costa com os primos do Brasil |
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| Com a prima Mar em Tavira |
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| Primeira Comunhão da Luísa no Campo Grande |
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| Anos das Marias em Sintra |
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| Um dueto improvável a "ver os aviões" |
A terminar um ano pesado, onde vários amigos perderam pais e avós, tivemos a notícia de que o Pai tem um cancro nas vias biliares, sem tratamento possível, por isso temos um tempo escasso para aproveitar a sua companhia. É o que estamos a tentar fazer e é a nossa prioridade para os próximos meses.
sábado, 10 de outubro de 2020
A grande festa
Há dias que superam todas as expectativas. Num ano de "cenas malucas", nem tudo é mau! Pensei muito se havia de fazer esta festa, mas a urgência de celebrar com os mais velhos da família foi o mote maior para a ideia andar para a frente. Veio quem não teve medo, e juntou-se um grupo bem simpático.
















































